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Estudo Revela Ligação entre Infertilidade e Autismo

Pesquisadores descobriram recentemente que crianças nascidas de pais com infertilidade apresentam um risco ligeiramente maior de desenvolver transtorno do espectro autista (TEA). No entanto, esse aumento de risco se associa mais a fatores obstétricos e neonatais do que aos tratamentos de fertilidade em si.

O estudo analisou cerca de 1,4 milhão de crianças, revelando que a prole de pais com infertilidade não tratada apresentava um risco 20% maior de TEA em comparação com crianças concebidas naturalmente. A Dra. Maria Velez e sua equipe da Queen’s University em Kingston, Ontário, Canadá, conduziram essa pesquisa importante.

Foco em Tratamentos de Fertilidade e Autismo

A ligação entre tratamentos de fertilidade e autismo tem intrigado os pesquisadores, especialmente considerando que um em cada seis casais enfrenta diagnósticos de infertilidade e milhões de bebês nasceram após tais tratamentos. Os primeiros sinais de TEA podem surgir já aos 18 meses de idade.

A JAMA Network Open publicou os resultados deste estudo em 20 de novembro, destacando sua metodologia única e implicações significativas.

Este estudo inovou ao examinar fatores como pré-eclâmpsia, parto cesáreo e gravidez multifetal. A pesquisa incluiu nascimentos a partir de 24 semanas de gestação em Ontário, entre 2006 e 2018.

Tratamentos de Infertilidade Estudados

Os tratamentos avaliados englobaram desde a indução de ovulação e inseminação intrauterina até a fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozoides.

Os pesquisadores observaram taxas de incidência de TEA variadas entre os grupos, com maior prevalência em grupos com subfertilidade. Estes achados foram fortemente influenciados pelos fatores mediadores.

Uma limitação importante da pesquisa foi a exclusão de fatores masculinos, já que o estudo focou somente em mulheres. A pesquisa também não abordou variáveis como raça e origem étnica.

Os autores interpretaram os resultados como indicativos de que os tratamentos de fertilidade não aumentam o risco de TEA. A infertilidade subjacente aos tratamentos, e não os tratamentos em si, parece ser o fator de risco principal para o TEA.

Comentários Externos e Implicações

A Dra. Wendy Kuohung, ao comentar sobre o estudo, destacou a análise de mediação como um diferencial. Ela considerou os resultados como tranquilizadores, sublinhando a importância de reduzir gestações múltiplas e melhorar a educação dos pacientes sobre fertilidade.

Os Institutos Canadenses de Pesquisa em Saúde financiaram o estudo, que também contou com o apoio do ICES, reforçando a importância e o impacto dessas descobertas.

Fonte: MedScape

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