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Convívio com animais serve de terapia para crianças com autismo

A interação com animais pode estimular melhoras no convívio social de crianças com autismo. Os cachorros são os preferidos quando o assunto é brincadeira. Para auxiliar no desenvolvimento da criança autista, os mais recomendados são os cães das classe um e oito, como o labradores e o golden retriever, que são considerados mais dóceis.

O adestrador Antônio Pereira, que tem um filho autista, afirma que o contato com os cães traz bons resultados para as crianças. “Quando deram o diagnóstico de que ele era autista, eu realmente não sabia o que era um autista. Meu filho não gostava de cães, principalmente dos de grande porte, mas eu comecei a trabalhar levando ele até os cachorros e ele foi gostando, foi desenvolvendo e eu fui aprimorando mais a técnica”.

Uma universidade norte americana publicou um estudo que afirma que as crianças autistas que convivem com animais respondem melhor a terapia social. A psicóloga Graziela Carvalho, explica como funciona esse processo.

“A criança autista tem um dificuldade muito grande de relacionamento interpessoal, do toque, do abraço e do beijo. Quando você tem um cachorrinho por perto aos poucos ele vai estimulando que a criança permita ser tocada e abraçada, porque inicialmente ele vai permitir o cachorro. Ele vai primeiro abraçar, beijar e brincar com o cachorro.

Para a psicóloga o contato com o animal é uma forma de aprimorar a interação social. “O contato com o animal faz com que a criança fique mais disposta. Isso voce pode ver na escola com a melhora no desempenho dele. Pode ver isso também em casa e nos ciclos maiores”, afirma.

Via G1

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