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Regras e limites com a criança autista

Quero dividir com todos, inclusive com muitos PAIS que me procuram com questionamentos a respeito do comportamento de seus filhos.
São eles:
– Por que meu filho apresenta inflexibilidade com regras?
– Por que ele demonstra tanto sofrimento ao ter que abrir mão de algo?
– Por que tanta resistência em mudança de rotina?
– Por que insistem tanto em uma coisa só?
– O que devo fazer mediante a tantas alterações, cedo as ameaças ou me mantenho firme?
Gosto muito destas perguntas, elas oportunizam a troca de experiências.

Eu digo: Menino de 5 ou 11 anos de hoje será o adolescente e o adulto de amanhã! Como será seu perfil? Já pensou?

Primeiramente, minha opinião profissional e maternal à estas e tantas outras perguntas é que, todo filho, independente de diagnóstico autista, necessita de limites para crescerem felizes.

“Mas, porque quando se trata dos nossos filhos isso parece quase impossível?”

São tantas situações… Eu diria: Pelo déficit cognitivo, pela dificuldade em se expressar , pelos comportamentos ritualísticos, pela compreensão literal, pela dificuldade no sistema de criação, excesso de estímulos, e por aí vai …
por tudo isso, ele pode apresentar resistências e até crises de fúria, diante de situações “novas” impostas.

Sei que imposição precoce de limites é dolorido, principalmente, para os pais que acabam exagerando na emoção ou culpa, ou por viverem sob uma condição rotulada (autismo).
Vejo muitos textos compartilhados no Facebook, como: “o autismo é parte de mim, não me define”
(Uau, lindo! MASSS, Está na hora de vivermos isso.)

Em ccas autistas, quanto mais precoce for a aplicação de limites, menos dificultoso será o manejo no percurso de sua da vida, facilitará o aprendizado e, sem dúvida, a sua capacidade adaptativa.
Não existe receita pronta, nenhuma criança é igual a outra, por isso, as famílias devem seguir uma orientação personalizada por uma especialista que confie.

Outra coisa super importante é a unificação de opinião entre os pais, precisam estar em comum acordo, afinal, opiniões distintas causam confusão em casa e a cça interpreta que: insistindo exaustivamente, acabará obtendo o que quer, de forma subserviente.

No processo comportamental, a família deverá ser firme, consciente no olhar, nas palavras e nas atitudes. Bater e gritar com eles? Jamais!!!!!

Na maioria dos casos, o segredo está em RESISTIR as petições (q são, insistentemente, apresentadas e que parecem ser incansáveis), aos ARTIFÍCIOS (que vão de gritos, quedas ao chão, etc) e CONTE-LOS, em possíveis auto agressividades (nos casos de autismo mais SEVERO, onde a possibilidade do SNC ser mais imaturo, ou mesmo um quociente de inteligência menor)
“”TODO COMPORTAMENTO INAPROPRIADO DEVE SER RESSIGNIFICADO e REDIRECIONADO!!! “”

Podem ter certeza, queridos, Rotinas, REGRAS , LIMITES , TRABALHOS SISTEMATIZADOS, ensinam e oportunizam modelos positivos a serem seguidos por toda uma vida.

Por Herika Camargo.
Diretora e coordenadora escola/clínica Universo Autista.

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