A falta de atenção é uma das principais queixas entre pessoas das mais variadas idades, da criança ao adulto. Essa é uma questão que muito incomoda e traz prejuízos à vida cotidiana: dificuldade em manter o foco de atenção e o esforço mental continuado, isto é, manter-se atento em atividades que precisem de um tempo maior de concentração.
As causas podem ser variadas, desde o excesso de uso de aparelhos eletrônicos, problemas de saúde, estresse, questões emocionais ou o Transtorno do Déficit de Atenção.
É importante entender a causa da desatenção, se esta é transitória ou se configura um transtorno permanente que pode – ou não – estar associado à hiperatividade. Há, pelo menos, três tipos conhecidos de TDAH: o desatento, o tipo agitado e o combinado.
O tipo desatento, sem a hiperatividade, em geral recebe menos atenção e cuidados que o tipo agitado pois, em geral, passa despercebido, principalmente na escola. Pode ser acompanhado por uma intensa lentificação (realização das atividades em tempo maior que o esperado). A distração constante pode deixar o desempenho mais lento, pois as informações se processam numa velocidade reduzida.
É importante desmistificar a impressão que muitos têm de que a falta de concentração vem da falta de empenho e interesse. A maioria dos adultos que têm o transtorno não sabe da sua existência; entretanto, se observarem sua história perceberão que os sinais são os mesmos desde a infância:
– Grande dificuldade em se organizar; não conclui as atividades que inicia.
– Distrai-se com muita facilidade, esquece as informações, compromissos, datas e o que lhe pedem para fazer.
– Perde-se em seus pensamentos; não consegue se concentrar por muito tempo.
– Muitas vezes age como se não ouvisse o que os outros falam; parece no “mundo da lua”.
– Comete erros “bobos”, repete erros, mesmo quando já foram sinalizados.
– Esquecem objetos importantes para uma prova, por exemplo. Perdem objetos com constância ou não sabe onde guardou itens de uso contínuo, como a chave de casa.
Por conta da desatenção acentuada, em geral, o desempenho na escola é abaixo da média, causando muitos prejuízos escolares, emocionais e comportamentais. Na vida adulta os prejuízos são bem relevantes também, atingindo relacionamentos e até a área profissional.
É importante buscar ajuda, independente da faixa etária. Uma avaliação criteriosa pode ajudar crianças, jovens e adultos na busca do diagnóstico e da reorganização da sua vida e história.
Por Cristiana Oliveira – Psicopedagoga

