Estimulando Mentes Criativas!

Como lidar com a fase das mordidas

O coleguinha de classe não quis dividir o brinquedo? Nhac!
A mãe está grávida de um irmãozinho? Nhac!
Ninguém dá a atenção exigida? Nhac!

Mais do que uma reação de raiva, as mordidas dadas pelas crianças pequenas, com até 2 ou 3 anos de idade, são uma
forma de comunicação e de expressão de sentimentos. “Nessa primeira etapa da vida, a criança ainda não domina a
linguagem. Então, a forma que ela tem para se expressar, para se comunicar e interagir com os outros é pelos meios
físicos, como morder, bater, puxar o cabelo”, explica Marilene Proença, membro da diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee) e professora do Instituto de Psicologia da Universidade de
São Paulo. O fato de as mordidas fazerem parte de uma fase do desenvolvimento das crianças não significa que estas
atitudes devem ser ignoradas ou aceitas pelos pais.

“Nessa fase em que as crianças ainda não têm domínio da fala, as manifestações corporais são usadas para manifestar descontentamento, alegria, descobertas”, diz a professora Marilene.

Quando a criança morde outra pessoa, é importante a mediação de um adulto, para fazer com que ela reflita sobre o que fez e para que entenda que há outras maneiras de conseguir o que deseja. O adulto deve mostrar à criança que há outros meios de se expressar ou de conseguir o que se quer. Pode-se dizer, por exemplo: “Se você não gostou do que ele fez, vamos dizer isso a ele”, ou “Você quer o brinquedo? Então vamos pedir emprestado”, diz Marilene Proença.

A especialista afirma que o adulto deve mostrar à criança que a linguagem é a forma certa de se obter as coisas. “O papel do adulto é transformar a atitude corporal em uma atitude mediada pela linguagem. Esse é um grande objetivo da educação, tanto na escola quanto em casa”, explica ela. Quando esse ensinamento não é dado logo cedo, as crianças crescem e mantém as atitudes corporais para conseguir o que querem. É o que se vê quando crianças mais velhas se atiram no chão e fazem escândalo quando são contrariadas.

Via Educar para Crescer

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